quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Hipérboles Natalinas e um punhado de verdades.



O fim de ano chega, as luzes ascendem e a hipocrisia rola solta. Mesquinhidades caminham pelo calçadão no fim de tarde olhando vitrines idênticas, que mostram não mais do que a massa pretende adquirir.Tanto vermelho, tantos presentes! Tudo encanta... O que meus olhos procuram, porém, oculta-se entre roupas e catálogos; oculta-se no meio do mesmice diária, e, ainda, faz-se destaque.
O que a alma grita em ardor, o que a boca seca em tanto calar e não nega, é uma só: você. Sem laços, fitas e cartão de entrega. Nada de adereços para lhe fazer mais belo; somente sua alma, sua calma, sua brisa. Seu perfume enroscando com o meu em abraços e laços (de afeto); tua fala límpida e obscura – sempre tão misterioso – e o gosto que poucas vezes provei. Quero-te por inteiro, sem mais ou porquê... Que teu calor confunda minha respiração de prazer. Desejo sua fala doce, palavras tácitas e hipnotizadoras, e sua voz... Ah, sua voz! Que embala minhas noites aonde quer os pés me levem. Tudo isso, e só, para que teu Espírito aquiete o meu em noite de comer peruTeu tempo pra mim como presente por ter me comportado, por ter calado, respeitado e evitado correr atrás da ambição que há pouco percebi que tinha. O fim de ano chega, as luzes ascendem e faço um pedido.

Um comentário:

Alice Gabriella disse...

manocu,sua maldita!
adorei o título desse,minha criatividade de merda,não me deixa jamais imaginar títulos tão perfeitos.
textos assim salvam meu dia da inércia.