sábado, 21 de novembro de 2009

Introretrospectiva




Poço escuro, beco do mundo,
Ossos roídos, corações imundos,
Mente inundada, alma perdida,
Ache a saída. Ache a saída.

Blém, blém.

Um túnel! Fortúnio.
Hipnose, magnetismo,
Achada a saída, delira...
Palavras terceiras,
Mente dançante, vacila.
Um tiro no escuro,
Sangue, chão duro, alma caída.
Cure a ferida. Cure a ferida.

Espinho ferroso,amor melindroso,
Melancolia. Azia. Agonia.
Fossa absurda! Tome partida,
desista da vida. Desista da vida.


Não.
Tic-tac. Tic-tac.

A música, a lira, o belo.
Encanto expresso, singelo.
Voz de veludo, achado entre tudo,
Um canto profundo, sentimento soturno.

Engano, lástima, troca,
Afunda em onda ignota,
Perdida, partida, sentida. Vamos,
Outra saída. Não acha a saída.

Tic-tac, tic...

Reta final! Penumbra fatal,
Amor ideal, paixão carnal.
Conturbação, inércia... explosão.
Tudo dentro, tudo fora... Confusão.

Idéias cobiças, intrigas, carícias.
Liras de fogo, respostas no frio...
Propostas difundem, oscilam, vacilam,
O ego retorna pro corpo vazio.

Blém, blém.
Fim de jogo.

Um comentário:

Alice Gabriella disse...

saída a direita.

como pode ser tão expressiva,este poema em especial tem uma potência ritmíca incrível *-*